Dicas
Doenças mais comuns em peixes de aquário
Tripanoplasmose
Agente etiológico:Trypanoplasma sp.

Fisiopatologia: Estes protozoários parasitam o peixe
através da corrente sanguínea do animal e são transmitidos de
um peixe a outro pelas picadas das sanguessugas. O sintoma da
doença no peixe é semelhante ao da "doença do sono" no homem.
Os peixes atacados apresentam um estado letárgico, isto é, ficam
sem movimentos, enfraquecem, apresentam anemia e olhos fundos.
Ficam em posição oblíqua, apoiando a cabeça no fundo do aquário.
Morrem de inanição.

Tratamento: Esta doença geralmente é incurável. A profilaxia
consiste em se evitar sanguessugas no aquário (geralmente trazidas
por plantas).
Lepidortose
Agente etiológico:Vibrio angularis

Fisiopatologia: Ataca peixes tropicais. Causa perda
de escamas por todo o corpo e mais no dorso, movimentos cada
vez mais lentos, respiração acelerada e paralisação da cauda.
O peixe fica na superfície, perdendo a noção de fuga e morre
em mais de 80% dos casos, quando não há tratamento. Os peixes
sadios são portadores. A transmissão é direta ou indireta, pela
água contaminada. Dura de 3 a 4 semanas.
Tratamento: a) Aureomicina 50 mg/litro de água em banhos
por 4 dias; b) Cloromicetina 10 mg/litro de água.
Exoftalmia
Agente etiológico: Pode ter diferentes causas (ascite infecciosa,
tuberculose , parasitas [Diplozoon , Gyrodactylus
e Dactylogyrus], fatores químicos [aquário mal equilibrado]
e deficiências alimentares.

Fisiopatologia: É produzida por acúmulo de líquido no
interior do olho ou cavidade ocular do peixe afetado. Este excesso
de líquido produz edema do globo ocular com protusão do mesmo.
Tratamento: a) Não há tratamento específico; b) Banho
de sal durante 36 horas; c) Colírios: Argirol a 5% e Cloranfenicol
5%; d) Baixar a temperatura da água diminui a pressão ocular;
e) Cloranfenicol 250 mg/20 litros de água;. f) Uso de condicionadores
(Aquasafe), trocas parciais de água e alimentação adequada ajudam
a prevenir a exoftalmia.
Girodactilose
Agente etiológico: Gyrodactylus sp.

Fisiopatologia: Verme cego de 0,5 a 0,8 mm de comprimento,
que tem uma ventosa na boca e um gancho na cauda, pelo qual
se fixa no peixe. Este vai ficando cada vez mais pálido, a pele
produz mais mucosidade e com manchas ou pontos hemorrágicos
também nas nadadeiras. Mesmo quando as guelras não são afetadas,
há respiração acelerada. O peixe fica triste, cansado, com os
movimentos cada vez mais lentos, permanece na superfície e morre.

Tratamento: a) Formalina 40% 2 ml/10 L de água em banho
de 30 min (o parasita morre em menos de 20 min); b) Boa aeração
durante o banho; c) Azul de metileno 5% 1 gota /litro de água;
d) Sal comum 10 a 15 g / litro de água em banho de 20 min.
Ictiofonose
Agente etiológico: Ichthyophonus hofer

Fisiopatologia: Transmite-se por esporos, através de
alimentos contaminados. Esse germe se desenvolve no estômago
e intestinos, sendo eliminados pelas fezes. Alguns perfuram
a parede do intestino e são levados pelo sangue para diversos
órgãos como o coração e fígado, onde ficam sob a forma de pequenos
nódulos pardos ou pretos. Quando eles se rompem, os órgãos são
atacados e o peixe morre.
Ela só aparece quando o parasita é levado por alimentos, materiais
ou peixes contaminados, mas as más condições da água facilitam
sua difusão. Os peixes a transmitem uns aos outros através de
feridas e abscessos ou pela ingestão de peixes mortos por ela.
No estômago, o quisto se rompe, soltando as larvas infestantes.
Os primeiros sintomas são difíceis de serem identificados pois
são muito variados. Podem ocorrer perda de apetite, entorpecimento
, exoftalmia e nadadeiras dobradas.O peixe fica escondido a
maior parte do tempo.
Apresenta instabilidade para nadar e movimentos estranhos.
Fica no fundo, com a barriga inchada. Pele e escamas ficam como
que vidradas. O peixe vira sobre o seu eixo e fica balançando.
Formam-se às vezes, placas ou ulcerações na pele.Emagrecimento.
Pele desbotada. As nadadeiras perdem pedaços. Boca sempre aberta.
O doente às vezes só morre após 6 meses.
Tratamento: O peixe deve ser sacrificado. Não há cura.
Tricodiníase
Agente etiológico: Trichodina domerguei

Fisiopatologia: Cilióforo (protozoário provido de cílios),
muito comum nos aquários, que só ataca os peixes quando eles
se encontram em precárias condições de saúde, portanto quando
debilitados.Causa extrema irritação e coceira , produzindo hiperemia
pelo ato de se coçar.

Tratamento: a) Banho de tripaflavina: 10 mg/litro de
água/ 24 horas (com esta medicação, o parasita morre em 10 horas);
b) Elevar a temperatura da água para 28 ºC; c) Tratar as causas
que levaram à debilidade (stress,deficiência na alimentação,água
com parâmetros inadequados, etc).
Furunculose
Agente etiológico: Aeromonas salmonicida

Fisiopatologia: Doença de caráter infeccioso. As úlceras
aparecem nas zonas mais ricas em vasos capilares. O agente etiológico
causador é uma bactéria gram-negativa, imóvel e não produtora
de esporos que, inserindo-se no peixe destrói o tecido em redor
do ponto de infecção. No início, surgem manchas vermelhas, dando
a impressão de ferimentos, depois há o aparecimento de bolhas
de pus e sangue. A seguir, essas bolhas se abrem, havendo formação
de úlceras (o pus libertado pode contaminar os outros peixes).
A sintomatologia apresenta também escaras do tipo ulceroso no
corpo dos peixes, iniciando-se, geralmente, no pedúnculo caudal,
podendo, no entanto, ter início em outras partes do corpo.

Tratamento: Terramicina 500 mg /50 L de água por 24
horas, repetindo-se o banho dentro de 5 dias, até controlar.
Podridão das Nadadeiras
Agente etiológico: A colonização original geralmente é produzida
por Pseudomonas fluorescens e Aeromonas liquefasciens
,seguidas por Mycobacterium sp. e Myxobacterias do gênero
Cytophaga columnaris e outras. Os tecidos necróticos servirão
de meio de cultura para fungos dos gêneros Saprolegnia e
Achyla que também favorecem a perda das mesmas.

Fisiopatologia: Quando a colonização destrói a nadadeira
e se localiza no pedúnculo caudal , a doença se torna muito
difícil de regredir ocorrendo invasão da corrente sanguínea
e septicemia.
Tratamento: a) Oxitetraciclina (Terramicina) 500 mg/
50 litros de água, renovando-se 1/3 da água a cada 24 horas
durante cinco dias; b) Pincelar as nadadeiras com Iodo-Povidine
ou com pomada de Neomicina; c) Aumentar a temperatura do aquário
para 30 ºC.
Argulose (Piolho de peixe)
Agente etiológico: Argulus sp.

Fisiopatologia:
- Efeitos nas brânquias: lesões com perda da arquitetura
branquial e redução da sua função devido a atividade alimentar
do parasita. Pode ocorrer ainda oclusão temporária, ou permanente
da circulação pela fixação do parasita. O tecido branquial
pode ainda sofrer necrose e desintegração local, ou difusa;
- Efeito na pele : fixam-se apenas sobre a pele e causam
destruição de escamas e células mais superficiais. No local
de fixação surge uma lesão que permanece mesmo depois o despreendimento
do parasita. Há irritação local e inflamação. Em infestações
mais intensas onde as lesões são mais graves pode ainda ocorrer
problemas de osmorregulação provocados pela perfuração do
tegumento. Infecções bacterianas secundárias são algumas das
complicações deste tipo de parasitismo.
- Efeitos gerais: freqüentemente há uma perda de peso do
hospedeiro. Peixes infestados por ectoparasitas sofrem de
constante irritação na superfície do corpo e são obrigados
a conviver com esta situação estressante. É possível observar
mudanças no comportamento de peixes parasitados, pois estes
freqüentemente tentam se livrar destes parasitas ao realizar
fricção contra objetos duros, pedras, etc...

Tratamento: a) Remoção manual com pinça cirúrgica; b)
Medicamentos na ração: Vitosan; c) Produtos terapêuticos para
banhos de imersão: Anchoraway/PondRx/Diflubenzuron /Trichlorfon/Malathion;
d) Banhos rápidos de imersão com Cloreto de sódio 5% durante
60 segundos. Repetir este banho duas a três vezes.Pode-se também
adicionar formalina 10%.
Lerneose (Verme Âncora)
Agente etiológico: Lernaea sp.

Fisiopatologia :
- Efeitos nas brânquias: lesões com perda da arquitetura
branquial e redução da sua função devido a atividade alimentar
do parasita. Pode ocorrer ainda oclusão temporária, ou permanente
da circulação pela fixação do parasita. O tecido branquial
pode ainda sofrer necrose e desintegração local, ou difusa.
- Efeito na pele : fixam-se apenas sobre a pele e causam
destruição de escamas e células mais superficiais. No local
de fixação surge uma lesão que permanece mesmo depois do desprendimento
do parasita. Há irritação local e inflamação. Em infestações
mais intensas onde as lesões são mais graves pode ainda ocorrer
problemas de osmorregulação provocados pela perfuração do
tegumento. Infecções bacterianas secundárias são algumas das
complicações deste tipo de parasitismo.
- Efeitos gerais: freqüentemente há uma perda de peso do
hospedeiro. Peixes infestados por ectoparasitas sofrem de
constante irritação na superfície do corpo e são obrigados
a conviver com esta situação estressante. É possível observar
mudanças no comportamento de peixes parasitados, pois estes
freqüentemente tentam se livrar destes parasitas ao realizar
fricção contra objetos duros, pedras, etc...

Tratamento: a) Remoção manual com pinça cirúrgica. No
caso da lernea as lesões são mais profundas sendo necessário
um banho com solução de Permanganato de Potássio e posterior
remoção dos parasitas fixados. Outra alternativa é instilar
um solução hipertônica com Cloreto de Sódio (Rinosoro Hipertônico
3%) sobre o parasita. Isto facilita a sua remoção com a pinça.
. A remoção manual não significa que não há necessidade de tratamento
com medicamentos. Esta serve apenas para interromper os danos
diretos que o parasita ocasiona ao peixe enquanto o tratamento
está em execução; b) Medicamentos na ração: Vitosan; c) Produtos
para banhos de imersão : Anchor away/PondRx. Diflubenzuron /
Trichlorfon / Malathion; d) Banhos rápidos de imersão com Cloreto
de sódio 5% durante 60 segundos. Repetir este banho duas a três
vezes.Pode-se também adicionar formalina 10%.
Ictio (Doença dos pontos brancos)
Agente etiológico: Ichthyophthirius multifilis

Fisiopatologia: A contaminação de um aquário sadio se
dá pela introdução de um hospedeiro, que na maioria dos casos,
pode ser um peixe aparentemente com saúde, pedras e/ou cascalho
e, é claro, a água, proveniente de outro aquário, tanque, ou
loja de peixes.
Cistos de Íctio já foram encontrados, também, em plantas aquáticas,
alimentos vivos, e outros animais aquáticos. Atenção especial
também às redes e puçás de captura, e demais objetos usados
em aquariofilia que entrem em contato com a água e permaneçam
molhados.
A temperatura contribui decisivamente para o aparecimento e
desenvolvimento do Íctio. Isto explica porque uma epidemia ocorre
sempre que peixes tropicais (infestados) são mantidos em temperaturas
muito baixas ou, em alguns casos, peixes de água fria (também
infestados) em temperatura mais alta. Pelas mesmas razões, a
maioria das infestações por Íctio em peixes tropicais parece
ocorrer, com mais freqüência, nas estações mais frias ou quando
os mesmos são manipulados indevidamente, sem considerar a temperatura.
Pequenos pontos brancos (1mm de diâmetro) em todo o corpo do
peixe: boca, nadadeira anal, dorsal, opérculos, nadadeira peitoral
e etc. Esses pontos brancos não são o parasita, são os cistos,
ou melhor as feridas causada por eles.
Depois que o parasita se desenvolveu bastante o peixe fica
com uma espécie de "cordão" branco, onde solta milhares de novos
parasitas para contaminar outros peixes.
São organismos grandes, unicelulares, móveis, com formato esférico
a oval tendo seu maior diâmetro entre 0,05 – 1mm. Toda sua superfície
é ciliada. Seu macronúcleo possui a forma característica de
ferradura.
Os parasitas vivem em cistos na hipoderme onde seus movimentos
rotatórios podem ser observados.
Em alguns casos, a infestação é limitada as brânquias. A partir
dos movimentos rotatórios o parasita se alimenta de partículas
epiteliais e fluidos teciduais do hospedeiro.
As manchas e pintas brancas que são comumente observada, chamadas
de terontes são parasitos ou grupos de parasitas encistados,
não suscetíveis a droga antiprotozoárias.
Com o crescimento do protozoário o teronte aumenta de volume,
rompe e libera o parasita, chamado trofozoito que passa a viver
sobre a pele ou brânquias do peixe. Posteriormente dirige-se
ao fundo do aquário, onde adere-se em objetos como cascalho
ou tubulação, encapsula-se em uma gelatina, O trofozoito aderido
sobre mitoses internas, produzindo numerosos indivíduos jovens
ou tomites. Dentro de um período de 18 a 21 horas (em 23 a 25
ºC) de 250 a 1000 de tomites ciliados são produzidos, sendo
libertados para a água. Eles nadam ativamente e caso encontrem
algum hospedeiro penetram na pele e dilatam-se formando cistos
e desenvolvendo-se em novas formas adultas. Caso não encontrem
um hospedeiro morrem em cercas de 48 horas. O ciclo é completado
em 10-14 dias em cerca de 22º C até 21 dias para temperaturas
mais baixas
A anemia causada faz uma diminuição da atividade dos peixes,
seus movimentos ficam menores e suas nadadeiras fechadas.
Os parasitas causam muita coceira, e o peixe procura qualquer
coisa para ficar se coçando. Na fase mais aguda, eles perdem
a vitalidade, ficando parados no fundo.

Tratamento: a) Elevar a temperatura do aquário para
30 graus; b) Aplicar um parasiticida de ação rápida (Azul de
metileno, Ictio[Labcon]); c) Sal grosso (15g /10 litros) por
uma semana (Não usar em coridoras e peixes de couro); d) Desligar
as luzes do aquário durante o tratamento; e) As formas encistadas
(no hospedeiro e no substrato) são resistentes à maioria dos
remédios .Os tomitos são vulneráveis à temperaturas acima de
29 ºC e a remédios a base de cobre.
Saprolegnose (Mofo dos peixes)
Agente etiológico: Saprolegnia sp.

Fisiopatologia: Fungo que ataca preferencialmente peixes
feridos e debilitados. Manchas brancas ou tufos semelhantes
a algodão no corpo dos exemplares.

Tratamento: Banho prolongado (4 dias) no exemplar em
um aquário/hospital com sal marinho 10g/litro d'água. Para reforçar
o tratamento, mergulhe-o duas vezes ao dia numa solução de sal
marinho 25g/ litro d'água.
Costiose
Agente etiológico: Costia sp

Fisiopatologia: Existem duas espécies: Costia pyriformis
que infesta as brânquias e o corpo, e Costia necatrix,
que ataca apenas o corpo. Os peixes contaminados costumam concentrar-se
em locais de água movimentada.Podem se coçar em locais duros
como pedras e cascalho, normalmente apresentando aspecto apático
e ficando no fundo do aquário. Um brilho cinza-azulado pode
ser notado nos flancos do animal.
Inicialmente, o peixe perde o apetite. Causa forte turvação
na pele (manchas esbranquiçadas), podendo mesmo nos casos mais
graves, levar à destruição da pele, provocando feridas com sangramento.
Podem ser também visíveis algumas ramificações vermelhas nas
barbatanas.
Tratamento: a) Aqualife ou Labcon Ictio ( 1 gota / 2
litros de água); b) Verde de Malaquita, Tripaflavina ou ainda
Formol; c) Banho, no aquário/hospital, numa solução de 2mg/l
de Permanganato de Potássio (KMnO4); d) Banho de sal (2,5 g/l
de água) de 10 a 20 minutos por dia até que a pele fique clara.
Dactilogirose (Flukes)
Agente etiológico: Dactylogirus sp

Fisiopatologia: Verme parasita de 4 olhos e 2 trombas
ligadas às glândulas que secretam um líquido irritante. Típico
das guelras, é mais perigoso que o Gyrodactylus. O peixe
boqueja, suas guelras aumentam, ficam pálidas, salientes e com
as bordas engrossadas, forçando os opérculos a ficarem entreabertos.O
parasita se fixa no peixe por meio de um disco especial e introduz
sua tromba para sugar sangue. Reproduz-se por ovos. Pouco comum
nos aquários de peixes ornamentais. Quando a infestação é grande,
pode haver destruição do tecido branquial e ruptura de vasos,
com a morte por asfixia ou hemorragia.

Tratamento: a) Azul metileno 2 mg /litro de água + Formalina
(40%) 2 ml /10 L de água ( banhos de 30 a 45 min) retirando
o peixe, logo que apresente sinais de angústia; b) Usar aeração
durante o tratamento. Após 3 dias, trocar metade da água; c)
Banho de sal comum, 10 a 15 g /litro de água.
Oodinose (Doença do Veludo)
Agente etiológico: Oodinium pilularis

Fisiopatologia: O contágio é direto, por uma forma flagelada
infectante de seu ciclo de vida que pode deslocar-se ativamente
a procura de um novo hospedeiro. Os sinais clínicos da doença
do veludo, inicialmente são inespecíficos onde o peixe apresenta
irritação cutânea, aumento da produção de muco e distúrbios
natatórios.
Quando a parasitose torna-se mais intensa surgem manchas brilhantes
acastanhadas na superfície do corpo assemelhando-se ao veludo.
Neste estágio os peixes já apresentam disfunção respiratória,
congestão e hiperplasia branquial.
Estágios agônicos com peixes indo ao fundo com o ventre para
cima e nados em rodopio sucedem a fase de disfunção respiratória
e nenhum tratamento pode reverter o quadro. É extremamente perigosa
para os peixes pequenos, principalmente para os caracídeos (Neon,
Rodóstomus, etc.), podendo "devastar" um aquário em menos de
6 horas.

Tratamento: a) Azoo anti-oodinium; b) Banhos demorados
de tripaflavina; c) Azul de metileno 2 gotas 5% / 5 L de água
, durante 5 dias; d) Elevação da temperatura a 30º C e escurecimento
total do ambiente; e) Retirar as plantas e todos os objetos
do aquário.
Plistoforose (Doença dos neons)
Agente etiológico: Plistophora hyphessobryconis

Fisiopatologia: Ataca principalmente os neons tetra
e outros peixes como os paulistinhas e o espada.O peixe apresenta
perda de apetite, nada sem parar (inclusive à noite) .Fica muito
agoniado. Nada em posição anormal (oblíqua).Apresenta descoloração,
como nos casos do neon tetra e do cardinal, nos quais começa
como manchas que se estendem até atingir sua faixa fosforescente.
Fica separado do cardume .Emagrece, ficando desbarrigado. Há
endurecimento e destruição dos tecidos. Ataca os rins.

Tratamento: a) Não há tratamento específico.A cura é
difícil; b) Pode-se tentar banho em solução de 2,5g de euflavina
ou 2g de azul de metileno para 100 L de água, durante 15 dias.
Quilodonelose
Agente etiológico: Chilodonella cypprini Moroff

Fisiopatologia: O agente mede cerca de 60 micra de comprimento
por 45 micra de largura. Sua forma é oval. Este parasita ciliado,
que produz opacidade branco-azulada, parece alimentar-se de
células epidérmicas destruídas e de células do epitélio branquial
dos peixes. Os indivíduos infestados nadam e respiram com dificuldade,
roçando-se contra o fundo de areia a fim de livrar-se dos parasitos.
Este parasito se transmite por contágio direto de peixe a peixe.
Se o peixe morre, a Chilodonella abandona-o rapidamente. Este
ciliado parasita pele e tecidos, portanto é um ectoparasito
puro, sendo considerado parasita da debilidade. Sua multiplicação
é imensa e ataca somente peixes débeis.

Tratamento: a) Banho de tripaflavina por 24 horas (com
esta medicação, o parasita morre em 10 horas); b) Elevar a temperatura
da água para 28 ºC.
Ascite Infecciosa (Hidropsia)
Agente etiológico: Aeromonas punctatus

Fisiopatologia: Conjunto de sintomas e sinais que surgem
no decorrer de certas doenças. Ocorre quando há retenção de
líquidos na cavidade abdominal, músculos e pele dos peixes,
com consequências para todos os seus orgãos. Quando isto ocorre,
o nível de proteínas do sangue diminui muito, o sangue se dilui,
fica aquoso. Ocorre insuficência renal e cardíaca. Ele não consegue
eliminar água de seu organismo. Incha. As escamas, que estão
presas a ele só por uma parte, se levantam, eriçam. Ocorrem
lesões nas guelras, intestinos, etc. Período de incubação: 4
a 8 dias. Doença comum em ciprinídeos e rara em peixes tropicais.
A mortalidade dos doentes é de 30 a 40%.

Tratamento: a) Injeções de cloromicetina : 0,1 mg/ 10g
de peso vivo estreptomicina: 1 mg / 50g de peso vivo; b) Phenoxethol:
10 a 20 ml de solução a 1% por litro, colocada aos poucos, por
24 horas; c) Sal grosso: 1 colher de sopa/10 litros de agua;
d) Aureomicina (clorotetraciclina) 250 mg / 20 L de água durante
3 dias; e) Terramicina (oxitetraciclina) 50 mg / litro de água
em banhos de 24 a 72 horas.
Buraco na Cabeça (Hole-in-Head)
Agente etiológico: Hexamita sp.

Fisiopatologia: Nos estágios iniciais da doença, o peixe
apresenta um quadro geral de desnutrição e fraqueza geral (caquexia),
gastroenterite e peritonite.
Em peixes ornamentais é muito comum a manifestação da doença
associada a outros parasitas ou agentes patogênicos oportunistas,
como bactérias, particularmente devido à queda das defesas do
peixe.
As características gerais são a despigmentação de áreas, quase
sempre nas regiões ao lado da cabeça, e/ou o surgimento de pequenos
orifícios, geralmente muito pequenos e rasos em suas fases iniciais,
via de regra próximos ou sobre a linha lateral que se extende
na cabeça do peixe. Esses orifícios costumam aparecer, inicialmente,
agrupados, pouco profundos, e às vezes já com alguma formação
pustulenta visível em seu interior, mas ainda interno à ferida
(não há projeções /"corrimento"). Muitas vezes se manifesta
de forma simétrica na cabeça e/ou na linha lateral (geralmente
também em sua extensão na cabeça) do peixe . Podem ainda ocorrer
próximos aos olhos, geralmente acima ou abaixo desses .
A moléstia, ao avançar, passa dos sintomas iniciais a apresentar
verdadeiros "buracos" - daí o nome popular da moléstia. Nesse
estágio, quase sempre ocorre também verificação da presença,
em maior ou menor grau, de substância esbranquiçada semelhante
a pus preenchendo os "buracos", ou mesmo projetando-se deles
-- sob forma "cilíndrica", "de linha", ou na forma de "glóbulos
superpostos" (como uma "couve-flor") ou forma "esponjosa". Essa
substância é tida, por alguns pesquisadores, como altamente
infectante, já que em sua visão prováveis patógenos causadores
da doença (p. ex., Spironucleus / Hexamita) estariam
contidos nessa substância. Os "buracos" tendem a continuar aumentando
ainda mais de tamanho e profundidade, produzindo feridas verdadeiramente
grandes (crateriformes), e sempre à mercê de infecções secundárias
por bactérias, fungos ou protozoários .Muitas vezes são essas
próprias infecções secundárias que acabam por matar o peixe.



Tratamento: a) Metronidazol (Flagyl / 400mg).250mg /100
g de alimento em pasta ou vivo, 2 X ao dia, por 10 dias; b)
Sempre que o peixe tolerar temperaturas mais altas, a mesma
deve sempre ser lentamente aumentada até 34 °C ou o mais próximo
possível disso (o máximo tolerado pela espécie), pois com temperaturas
menores que 32 °C dificilmente qualquer tratamento funcionará;
c) Antissépticos e/ou de antibióticos (mercúrio-cromo, Rifocina
spray®, Povidine®, Betadine®, Permanganato de Potássio) se faz
quase sempre necessário nesses casos.
Chondrococcus (Limo dos peixes)
Agente etiológico: Chondrococcus columnaris

Fisiopatologia: Aparecimento no corpo de uma crosta
aparentando limo ou mofo, por vezes atacando também a boca.
Peixes habituados a água de temperatura relativamente baixa,
quando transferidos para águas de temperatura mais alta são
suscetíveis à doença. Além da formação de uma espécie de limo
no corpo do peixe,manchas branco-azuladas se fazem presentes.
Nesta fase a nadadeira caudal aparece carcomida, bem como as
demais. O peixe perde seus movimentos, boqueja e morre ao cabo
de alguns dias, se não for convenientemente tratado. Em algumas
espécies há o aparecimento do anel hiperêmico (superabundância
de sangue) na cauda e às vezes ao redor dos olhos. Os tremores
característicos aparecem antes da doença estar em último estágio.
A doença geralmente tem início numa ferida. Assim, peixes transportados
ou colocados em recipientes pequenos e inadequados têm maiores
probabilidades de adquirir a doença. Os que são retirados em
redes ásperas, geralmente, apresentam feridas na boca e descamação
no corpo, estando nestes casos sujeitos à doença.

Tratamento: a) Terramicina 500 mg /40-50 litros de água,
em banho de 24 a 48 horas; b) Tripaflavina 2 mg /25 L de água
em banhos de 24 horas.
Tuberculose pisciária
Agente etiológico: Myxosoma cerebralis

Fisiopatologia: A transmissão se produz pela ingestão
de esporos , presentes num portador (Tubifex).O parasita invade
a cartilagem do peixe, produzindo necrose e deformidade. O peixe
apresenta, durante a primeira fase da doença, movimentos rotatórios
ao nadar, em seguida começa a emagrecer na parte superior do
corpo, logo após a cabeça. Nesta fase, o peixe emagrece bastante.Apresenta,
ainda, coloração escura na parte caudal. Doença pouco comum
em peixes de aquário, sendo comum em salmonídeos.

Tratamento: Não há cura atualmente.
por Áureo Filho
Fontes:
Dr.
Rodrigo Mabília - AquariOnline
El Aquarista
|
ATENÇÃO
|
|
Enviamos alimentos, peixes e outros artigos ligados
ao hobby, para todo o Brasil.
[ Consulte preço
]
|
|
Última
Atualização: 02.10.08 12:40
|