Dicas
Laterita
A laterita é o resultado de um longo processo de transformação
do solo, iniciando-se com a ação do vento, da chuva sobre as pedras
formando rachaduras e por uma série de outras alterações que resultam
nela, a Laterita. Nestes processos encontramos como principal fonte
de óxidos de ferro, principal fonte de nutrição.
A laterita pode ser encontrada em diversas formas na natureza;
pó, aglomerados, grânulos etc..Este elemento, o granulo, é que realmente
interessa no aqualiofilismo onde podemos suprir parte das necessidades
das plantas, como grande fonte de ferro.
A Laterita pode também ser tóxica às planta, quando não
for bem administrada, portanto deve-se tomar o maior cuidado para
não se exagerar na sua aplicação já que ela também possui alumínio,
tóxico as plantas.
A Laterita torna-se mais solúvel em ambientes mais ácidos e menos
solúvel em ambientes mais alcalinos.
Existem varias qualidades de Laterita, as mais caras e mais avermelhadas
com certeza são as mais selecionadas e as que podemos confiar. O
ph da água do aquário, segundo experts no assunto, deve-se manter
a 7.0 e dH entre 5 e 7.
A Laterita deve ficar na camada abaixo do substrato do aquário,
e se possível misturado ao substrato com Tetra Inicial Stick, um
excelente fertilizante da Tetra.
Devemos ter cuidado com a Laterita, pois a mesma pode mesmo que
previamente lavada, soltar partículas em suspensão que fará a água
se turvar, portanto deverá ser usado filtro mecânico, ligado já
na montagem inicial do aquário de plantas para que seja retirada,
evitando assim que este "pó", tanto do próprio substrato quanto
da Laterita, não fique parado por cima das folhas obstruindo a respiração
e impedindo a trocas de gases.
A Laterita de um modo geral não vai interferir drasticamente no
pH do aquário desde que o kH esteja acima de 5, assim o pH em curto
prazo estará novamente estabelecido. O Tetra Crypto, em comprimidos,
poderá ser usado também, após 1 semana que as plantas estiverem
plantadas, para melhorar a estabilização de nutrientes e fertilização.
Trocas parciais de água semanais são necessárias neste tipo de aquário,
para evitar a proliferação de algas.
Solo fortemente lixiviado por intemperismo químico que se desenvolve
em climas tropicais a temperados úmidos, pobre em nutrientes e com
alta concentração residual de hidróxidos de Fe e Al.
A alta concentração residual acompanhada do ressecamento desses
hidróxidos de Fe e Al pouco solúveis leva a formação de uma crosta
ou carapaça laterítica muito resistente aos agentes erosivos.
O substrato em um aquário plantado é de vital importância para
o sucesso destas montagens. É responsável pela fixação e nutrição
das plantas.
Plantas aquáticas podem absorver nutrientes pelas folhas, mas para
muitas a absorção pela raiz é preferencial, principalmente para
aquele grupo de plantas chamadas de anfíbias, aquelas que podem
viver tempos completamente submersas como completamente emersas
(adaptaram-se aos períodos de seca e cheia na natureza). Esse grupo
de plantas é o mais extenso em uso no aquarismo, portanto a ausência
de um substrato fértil neste aquário não proporcionará vida plena
a estas plantas, o que leva ao insucesso da montagem como um todo.
Vou comentar aqui o uso de materiais mais freqüentemente usados
por aquaristas e encontrados no comércio, portanto com alguma referência
de uniformidade. Não são contudo, os únicos materiais usados, há
diversos outros materiais, uns já testados, outros apenas de enorme
potencial, porém não muito testados ainda, mas a forma de montar
é a mesma, a disposição das camadas, quaisquer que sejam os materiais,
deve ser separada e montada da seguinte forma:
Camada fértil - tudo aquilo que contém material para
nutrição das plantas constitui essa camada. Será a camada mais
profunda, longe do contato com a coluna livre de água.
Camada inerte - será a camada que recobrirá a camada
fértil, isolando-a da coluna livre de água.Também é o primeiro
local de fixação das plantas, materiais mais usados como camada
inerte são cascalhos de rio de fina granulação e areias.
As areias não podem ser muito finas, como as areias de praia por
exemplo, pois compactam demais o substrato, o que não é desejável.
A granulação de areias encontradas no comércio é muito variada
e nem sempre muito constante, é comum não achar a granulação ideal
de tempos em tempos. Para não cair no erro de usar a que tem na
hora da procura, que pode ser ou muito grossa ou muito fina, procure
sempre as boas lojas do ramo, mais acostumadas com aquários plantados,
pois elas mantém um estoque constante.
O cascalho de rio fino já é um material que preserva mais uniformidade
na apresentação, as granulações são sempre constantes. É mais fácil
de ser achado nas lojas do que as areias. Procure sempre por cascalho
de rio fino. Ambos os materiais, o cascalho e as areias, devem ser
inertes quimicamente, não devem ter poder de alterar propriedades
da água, devem ser neutros nesta característica.
Abaixo da camada inerte de cobertura vem a camada fértil. Há diversos
materiais para serem usados para a composição dessa camada, porém
o intuito desse artigo é mostrar os mais usados, que sejam de resultado
eficaz e fáceis de serem encontrados, que são: Laterita e os fertilizantes
orgânicos comerciais e caseiros.
A Laterita pode ser encontrada basicamente em duas versões, a do
tipo cascalho ou a do tipo concentrada. A do tipo cascalho vai ocupar
mais espaço físico do que a concentrada, pois é apresentada como
um cascalho mesmo. Portanto na hora de calcular a quantidade da
camada inerte de cobertura, quem está usando a laterita do tipo
concentrada terá que possuir maior quantidade da camada de cobertura
do que quem está usando a laterita do tipo cascalho, pois a laterita
tipo concentrada vem em muito pouca quantidade se comparada a do
tipo cascalho, e portanto precisa ser misturada com a outra camada.
A quantidade a ser usada do tipo concentrada vem descrita na bula
que acompanha o produto, já a do tipo cascalho não. Também há variações
na forma de usar a laterita do tipo cascalho, interferindo aí mais
uma questão de gosto pessoal do que comprovação científica. Geralmente
é montada uma camada entre 3 a 5 cm de altura por toda a área do
substrato, pouco a mais ou pouco a menos também não interfere em
nada. A quantidade a ser usada está intimamente ligada ao tamanho
do aquário, portanto cada tamanho é uma quantidade aproximada. Oriente-se
pelas lojas, pois já estão mais acostumados com as diversas quantidades
para os variados tamanhos de aquários.
Os próximos materiais da camada fértil são os fertilizantes orgânicos
comerciais e caseiros.
Só mais um lembrete em questão a laterita: a laterita exclusivamente
não categoriza um substrato como fértil. Ela contém certas quantidades
de minerais necessários para a nutrição vegetal, porém não é completa,
daí a necessidade de uso dos fertilizantes orgânicos.
Existem os fertilizantes orgânicos prontos encontrados em lojas,
como por exemplo o Tetra Initial Sticks (TIS), Azoo Condensed Fertilizer
entre outros.
Pode-se também utilizar Húmus de minhoca de boa procedência, já
pronto para uso ou preparar o seu próprio húmus para usar. (no endereço
http://www.geocities.com/aquabrasilis/humus.html,
aprende-se a preparar o húmus).
Estes fertilizantes orgânicos deverão ser acomodados na camada
fértil, onde já se encontra a laterita.
Seguem alguns exemplos de distribuição desses materiais nesta camada:
Aqui foi feita uma profunda camada uniforme de 0,5 a 1 cm de altura.
Outra parcela de húmus foi misturada com a laterita. A quantidade
de húmus na composição do substrato pode ser calculada em aproximadamente
1,5 kg para cada 50 litros. Pode-se também misturar fertilizantes,
comerciais com húmus por exemplo, se obterá uma fertilidade mais
completa para esse substrato, porém as quantidades de cada um deve
ser reduzida para se evitar overdose de nutrientes.
Outro produto encontrado no mercado são as pastilhas. Essas pastilhas
(ou bolas) são "vitaminas", usadas quando se quer dar uma "turbinada"
no crescimento de algumas plantas. As que fazem melhor uso de um
produto assim são as plantas de vigorosa estrutura radicular como
Echinodorus, Aponogeton, Cryptocorine, Crinum, Anubias, etc. Estas
pastilhas são rapidamente consumidas, portanto não podem constituir
exclusivamente a fertilidade do substrato.
Uma forma básica da acomodação do substrato é o formato "rampa",
onde a altura do substrato na frente é menor do que a parte de trás.
Plantas maiores sempre são acomodadas na parte posterior, portanto
demandam uma maior profundidade de substrato para a fixação. Plantas
à frente são menores, requerem menos profundidade para atingir a
camada fértil. O efeito estético que a disposição do formato "rampa"
proporciona também é agradável.
Deve-se evitar a montagem "plana" do substrato, nem tanto por estética,
mas sim pela saúde das plantas de trás. Tomando como exemplo um
aquário de 40 cm de altura, a porção dianteira pode possuir como
altura total de 4 a 5 cm em média. Já a porção posterior de 10 a
12 cm de altura em média. A porção fértil do substrato pode manter
uma constância de altura por toda a área, exceção apenas para a
laterita do tipo cascalho, que pode ser levemente levantada no sentido
da "rampa", mas não é uma regra.
O estilo "Rampa" não é a única variação na montagem do substrato.
O paisagismo em aquários plantados é praticamente ilimitado, e a
montagem em diferentes alturas não foge dessa característica, há
inúmeras e inúmeras maneiras de se montar variando no paisagismo,
mas não é assunto para este artigo.
Espero que esse artigo ajude a quem está com dúvidas iniciais na
montagem e nos materiais mais usados no preparo de um substrato
adequado para um aquário plantado.
Dicas para ajudar aquários de plantas...
O básico ... o fundamental... o toque mágico que faltava para tudo
dar certo no seu aquário...
- Troque a água de seu aquário regularmente, 10% semanais seriam
ideais...mas 15% quinzenais resolvem muitos problemas... Se o
tempo está curto, 20% mensais são o mínimo que posso recomendar
se seu aquário não estiver superpovoado.
- Não superpovoe seu aquário... Existem mais espécies do que espaço
... se você gostar de várias espécies, monte vários aquários assim
seus peixes serão saudáveis e sua vida mais tranquila, pois um
aquário saudável dá prazer e pouco trabalho... Um aquário é superpovoado
quando a água se torna amarela rapidamente devido ao excesso de
alimentos necessários para alimentar os peixes. Visualmente um
aquário equilibrado não aparenta uma jaula e sim uma janela para
a natureza...
- Limpe os filtros regularmente, esponjas e afins devem ser trocados
ou lavados semanalmente, o carvão ativado ou outros elementos
de filtragem química devem ser trocados todo mês.
- Use no fundo de seu aquário cascalho de laterita para que nutrientes
como ferro e magnésio estejam disponíveis as plantas. O ideal
é colocar a laterita sob o cascalho para evitar que se forme uma
lama característica do uso de laterita.
- Alimente seus peixes várias vezes ao dia em pequenas porções,
uma ao sair para o trabalho, uma ao chegar do trabalho e outra
após o jantar. Pequenas refeições fazem seus peixes serem mais
ágeis, mais saudáveis diminuindo o excesso de comida que diminui
a qualidade da água. Alimentos em excesso no aquário de plantas
faz com que cresçam algas prejudicando o equilíbrio do sistema.
- Para eliminar caramujos, lave as plantas com uma solução de
permanganato de potássio (encontrado em farmácias, uma pastilha
para cada 2 litros) e coloque alguns peixes como colisas, trichops,
botias entre outros que consomem os animais adultos e/ou seus
ovos.
- Faça uma escolha de plantas adequada de acordo com a quantidade
de luz que você pode oferecer. Existem várias opções para baixa
intensidade até para alta intensidade. Todas as espécies tem sua
beleza, cabe o criador decidir quais espécies podem ser criadas
ou não.
- Ao fazer as trocas parciais, se possível use um sifão para retirar
a matéria orgânica no cascalho.
- Use suplementos de plantas tão logo o período de maturação tenha
passado, principalmente nos aquários de alta intensidade luminosa,
pois sem os devidos suplementos as plantas irão apresentar sintomas
de deficiência e problemas de crescimento.
- Use CO2 quando necessário, as espécies de baixa intensidade
luminosa não necessitam de altas concentrações de CO2, considere
este fator na escolha de suas plantas.
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Última
Atualização: 02.10.08 12:37
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